sábado, 6 de julho de 2013

Gire sobre seu eixo.



Liberto dos pobres conceitos, sexo
vestiu-se com roupas que não cabiam
em seu universal corpo. Espiam
ele, agressores do complexo

e estranho platô. Submergiam
em ondas sobre a terra sem nexo
de guerra, Côncavo e convexo.
Os galináceos, porém, existiam.

Antes de a verdade ganhar dente
e ser julgada feito um laminal,
uma despretenciosa semente

ordena o meu ser com o sinal
que faz girar meu corpo sobre a mente
equilibrada sobre a marginal.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Não existe sexo no conceito sexual.




Galinha da o cú pra botar ovo
da cobra que devora o próprio rabo.
Anfíbio venenoso não quer nabo.
Quer abrigo na pedra que não movo

por ser o mais antigo abrigo. O povo
é veio vivo de um galo brabo
sem pau ou xota. Hoje eu acabo
com o sensacionalismo novo

que tenta erguer estes secos palos   
broxados.A novidade inova.
Trabalha firme arrancando calos

e peles mortas: Clitoris e falos
só geram guerras. Coisantiga prova
que galinhas também podem ser galos.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Apare seus pentelhos.


Mulheres gostam de sentir o toque
sensível dado por quem é sensível
ao toque leve e quase invisível                               
que dá a curva de seu corpo, um choque!

O homem-macho nunca terá nível
nivelador. Pandora não é roque.
É a bala atirada do badoque
para machucar a coisa incrível.

Revolução? Imaginar imagem:
Ovo redondo sendo atirado
com toda força. Estas forças agem

indiferentes ao poder irado
que pensas dominar. Uma visagem:
Úmida gruta. Risco. Pau molhado.

domingo, 23 de junho de 2013

Morrer dignamente.

Que não me enterrem nesta terra quente
e nem me lancem neste frio espaço.
Prefiro a densidade de um baço
dominado por  uma água ardente

que  antes de derreter nossa mente
nos transformou em  guerreiros de aço
isentos  deste  milenar cansaço
que nos arrastava nesta corrente.

Poderes são legítimos e nossos!
Estamos vacinados contra os cancros
que adoecem nossos compromissos.

Por entre tantos trancos e barrancos
Veremos a brancura em nossos ossos
respeitando esses cabelos brancos.



Complexo de Tim Lopes.

O jornalista servidor da mídia
documentava com seu falso ego
corrupto e montado feito lego,
a exaltação da sua perfídia.

Sem ter noção da força do chamego
que lhe arrasta para a covardia
alimentadora da tragédia,
carregava a palavra que nego

e se enrosca entre os vitrais
que, pela arte, é desvalorizado.
O amaldiçoado não vê o cais

 por não passar de um ser desgraçado
fadado a mortes antinaturais.
Com seus documentos, será queimado.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Dia dos malditos namorados

Monge budista evolui queimando
a sua carne humana sem valor
pagável.Ao obter  esse calor
derretedor de banha, vou ganhando

o filtro que inala o vento-mor
em meu nariz insensível  ao ranho
pertencente a classe deste sanho
doente e pretencioso. Amor

chupando gostosinho aquela gruta
úmida em que deslizo minha nau
feita de pau. Onde meu pau tá, truta?

O teu amor faz bem para teu ser? Faz  mau
ao beijar  qualquer boca?  A velha puta
já começou a dar o cú e a chupar pau?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

97,9%

Matematicamente, estatística
está fugindo por uma tangente
capaz de confundir frio com quente
e encolher enquanto se estica

neste imaginário da mente
posicionado transcedentalmente
na porta da buceta. Dura pica
será apenas uma vertente

obeliscal da imagem frustada
e ultrapassada de um selvagem
incapacitado de obter uma foda

com lésbicas que curtem viadagem.
A doida inocência é baseada
no índice geral da fuleragem.




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sou um refluxo.

Eu percebi a marginal crescendo.
Tentada, elas quis influenciar
As forças que eu respiro no ar.
Julguei como atentado ao meu adendo

E deixei correr frouxa a corrente do mar
Que libertou a fonte do rio nascendo
No morro. Morro. Morro envelhecendo
Livre da ignorância de amar

Deixará  correr frouxa a vadiagem
Que rompe e discorda deste fluxo
Ridículo que criou de sacanagem

Uma palavra chamada refluxo.
Ironicamente a fuleragem
Deixará tudo livre a correr frouxo.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Vão se foder!


Não venham me falar de alienígenas
pois os dois gatos que vivem comigo
me avisaram que o inimigo
maior, são as imagens e as cenas.

Não venham me falar do “vale abrigo”
pois os dois velhos gatos de Atenas
falaram: _Inimigos são apenas
os joios separando-se do trigo.

Baratas, abelhas, mosquitos, cenho
franzido, boto cor de rosa, aço
líquido, porra que em meu saco detenho,

estriquinina, ranço e cigarro em maço
não me preocupa mais pois hoje tenho
dois gatos ocupando meu espaço.

Derviche.

Maravilhosos Derviches me cercam
encarregados de continuar
a trazer o eclipse ao luar
filmando tudo com a sua cam.

Quem gira é capaz de acuar
os estáticos que apenas ficam
preocupadinhos com os que pecam.
O rio em um mar, quer desaguar.

Na condição de um sábio demente,
reconhecí que a jóia mais rara
virou semente. Um dia foi gente

que percebeu a música que vara
o Derviche que gira eternamente
em um movimento que nunca para.

sábado, 8 de junho de 2013

Quatro


No verão negro, injetaram câncer
que deu ao outono branco, a demência
invernal...Amarela...Paciência
de ver melhor o vermelho tecer

a evolução de envelhecer
para recordar que a inocência
não tem o tesão que a adolescência
fará a maturidade crescer

sem reconhecer que o verão,
o outono, o frio inverno
e a primavera nada mais são

do que representações do inferno
perpetuadas em uma dimensão
em que o quatro é um ser eterno.

Cientista macumbeiro.


sentir a força sobrenatural
dos arquértipos vivos. Natureza
mostrará graciosa e com leveza
a um simples mortal esse plural

infinito da palavra beleza.
Isso não se expõe em um mural.
O individualismo é gutural
e despreza o popular. Que dureza

sofrer por eu provar que não é vossa
a pequena partícula inteira.
Não é preciso amassar a massa

para saber ciência verdadeira
dando devida valorização a nossa
Macumba-Vanguardista-Brasileira.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Roupa suja não se lava em casa.

Escove com violência! Tecido
livre de sujeira. Desgastada malha
sumirá sem o sujo qu'atrapalha
o "Historicamente conhecido"

O senhor do castelo sempre falha
pois se acomodou no perdido
pilar da velha casa. Tá fodido
por velha instituição que talha

na mente podre da alma perdida
essa imagem: "Escova que desgasta
a teia suja que não é vencida

nem limpa". Ela é suja. Não tem casta.
vive marginalmente. Está perdida.
Não se lava na maldita casa...Basta!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Abrir todas as jaulas.

Pequei! Ouvi a mesa me dizendo
animada:-Espaço ao seu redor
é corrente de sangue e de suor.
Jamais vibra! É carne apodrecendo

pretensiosamente. Sente a dor
humana e velhaca corrompendo
o tempo que está envelhecendo
a matemática. O mediador

antes de morrer, planta a bomba
que, ao explodir, cria a vertente
em que o interdito surge. Arromba

o portal detentor do insurgente
pagão que sempre vibra e sempre zomba
da vala que foi rio. Tem corrente...

Queimar todas as casas.

A casa gera lixo e não se move
por ser acomodada em pilares
de dementes idéias em seus lares
sem ter uma cova que coveiro cove.

A casa não conhecerá os mares.
Amor será um mar que chora e chove
em seu telhado falando que love
pode estar em todos os lugares.

Atentarei linguística: - Logo maz
aquela minha idéia que não ligo
enfim, influenciará satanaz

a seguir o caminho que eu sigo
sendo humano. O social me faz
detestar casa e amar abrigo.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Derradeira derrota.


Eu acredito que o escultor
em sua condição que só retalha
o espaço ao redor, faz a mortalha
de traças que destrói  seu próprio autor.

Vai reunir em uma densa malha
organizada, tacos de um rotor
que modelastes como um motor
no peito de um ser feito de palha.

Será pecaminoso o seu temer
pois seu coração irá bater fora
De sua alma incapaz de gemer.

Contrário ao que na sua mente aflora,
Os vermes que tu crias irão comer
Seu corpo vivo de dentro pra fora. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cai a máscara.


Os papéis mais ridículos da história
dados as mais miseráveis atrizes
infelizmente fincaram raízes
podres que influenciam a escória.

O alimento destas infelizes
é uma infeliz alegoria
do que talvez não seja a minoria
que alimentam estas meretrizes.

Miserável! Que papel ridículo
que tu fizestes! Tua tendência
é tão pobre, que tira do furúnculo

o pus que bebes para ter a sapiência
de que me classifico como chulo.
Um chulo livre de sua demência.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Maldito amor romântico!



Selvagem, come as carnes ideais
ao ocupar espaço e pensamento
da coisa que prende em um momento
o desdobrar liberto nos canais

purificadores dos bacanais
que presenteia o amor com tormento.
Bem feito! Romantismo pustulento
agoniza na terra quente. O cais

em que Macunaima fez a prece
estranha, criará um novo crente
forjado. Aranha sinistra tece

na sua malha, mortalha que sente
um amor morto que hoje merece
ser tratado de forma diferente. 

Subestímio morto

Abelhudo, zoei uma flor bela
que deu-me cheiro próprio e essência
livre da derrota da pestilência
e da criança morta ao lado dela.

Atemporalidade em aquarela
representava morta, a demência
preocupada com a existência
de um ser preso dentro de uma cela

amarelada que contém as dores
de um passado morto que devemos
enterrar com esses horrores

que acompanha-nos. Nós percebemos
que somos melhores que os piores
ao explodir a bomba que detemos.


sábado, 18 de maio de 2013

A arte da interferência.

Um pensamento sério começa
quando se mata três num só momento.
Cultura, pensar e comportamento
terá uma morte que lhes mereça.

Ao matar os três, medida e tempo
perderá a galga da sua peça
que movia obediência. Meça
agora, o despertar de um intento:

Se otimizar. Viver em qualquer
dimensão. Vibrar em frequência rara
livre do mal-me-quer, do bem-me-quer

e da porrada dada em uma cara
surrada e vivida que só quer
mover o movimento que não pára.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Antropologia mata culturas.


A rosa exposta na linguagem preta
dos preocupadinhos de vanguarda
foi criada pelo homem-guarda
que, além de guardar pau, guarda treta

que a farmácia joga na gameta
dos seres coloridos. A cor parda
vive isenta por não conter sarda
que valoriza a rosa da boceta

florada que se abre livremente
na primavera que Homem segura
na trinca insegura de seu dente

que jamais deterá a quinta sura
liberta de tudo o que se sente
ao perceber que a dura não dura.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Olhos de gato.


O gato nos supera! O seu ato
de ser um ser selvagem e nos dar
valor sem subestímio, irá sedar
nosso censor com seu sonho de gato

faceiro. Age mais veloz que jato
ao fazer um sonâmbulo lidar
com pensamentos a consolidar
exata idéia num contexto exato.

Que se foda tríade! Eu fui beber
o mais fino veneno e ví cascavel
rastejando. Mordido, fui saber

que sapiência imensurável
fará o indivíduo perceber
o toque que toca o intocável.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Zé Ninguém.


Não era uma montanha, era morro
sem pretensões. Ele se dividia
maravilhosamente bem. De dia
o sol iluminava tudo. Corro

do morro para uma saliência
que leva-me ao rio do esporro
e correnteza forte que...Socorro!
Arrastou-me na sua delinquência

e penetrou em mim, singelo sonho
contido em um pensar dividido
entre o que eu tiro e não ponho

naquilo que me parece perdido
na podridão de todo esse ranho
mofado, ultrapassado e esquecido.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sem ciso e sem juizo.


Amigo abrigo meu, eu atentado
por seres d'um distante coletivo
que querem-me igual um morto-vivo.
Independenciei o meu estado

de ser um catalizador ativo
de um ideal que não é contado
a qualquer abestado/amostrado
pois o homem não é pivô nem divo

das maldições ocultas que tú herdas
daqueles crentes que se julgam entes
e limpam com as suas limpas cerdas,

cadavéricos crânios sorridentes
representando suas nobres perdas
em seus sorrisos ósseos sem dentes.




terça-feira, 23 de abril de 2013

Idéia.


Que pena! Esses sinos que badalam
a música maldita e serena
que desperta da longa quarentena
de quarenta mil anos, nunca falam

que o inferno é apenas cena
pequena das peças que intercalam
as velhas formas que jamais abalam
os herdeiros do pássaro. Que pena

ver um estranho sendo o ministro
incapacitado e sem intento
de transpor seu irrisório distrito

para ver este mais novo elemento
se abrigar, revolto, no sinistro
lado de seu mais alto pensamento.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fui tangido!

Maldito sou! Sem nível social
capaz de encaixar-me no contexto
de terráqueo, eu sou um incesto
diabolicamente animal

que faz o filho meu dizer: "Não presto
para continuar sendo normal
sentindo esta força não carnal
nadar contra a corrente que detesto".

Idéia nova sempre desdobrou
a quinta Sura só para quem sente
o ver-se livre do lixo. Restou

um ser capaz de compor nossas mentes
com outros que são outros. Eu estou
me diluindo transcedentalmente.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Paixão não se come.


Pecado é sentir a paixão humana
te remetendo ao inferno de Dante
assim que desejas teu semelhante
imediatamente. Tua gana

gigantesca alimenta gigante
imaginário que hoje engana
com a megalomania que emana
de sua firme prepotência. "Cante

a musicalidade que embala
Natureza". Podremente rica
de musicalidade, a escala

pautou na cabeça de minha pica
dizeres para mim: "Paixão não se cala
pois não é biológica. É física!".