segunda-feira, 30 de maio de 2011
Eu e os mortos da guerra.
Depois de ver a musa que eu amava
sangrar até a morte em uma esquina
de uma encruzilhada em minha sina,
ganhei a coisa quente como lava.
Depois segui em frente na surdina
de não saber o que eu procurava.
Perdi motivação que eu amava
e fui expulso da quente vagina.
Porém, Silêncio fez-me escrever
agindo como agia o cigano
que some antes que a gente possa ver.
Dizendo-me assim(se não me engano):
-Tú só não és zumbi por escrever
o que eu penso fora deste cano.
Trabalho.
Aqui tem sopro quente e reza forte.
Metade do que escrevo irei queimar
em um fax primata. Vou teimar
em aceitar o brio de meu porte.
Vampiro se alimenta de meu corte
assim como a ciência quer o mar.
Só o desconhecido faz amar
Pois é o amor que desconhece a morte.
A metade que não queimei eu peço
Em um pensar livre do perecer
das coisas fortes que eu não esqueço.
Eu lembro de quem fez por merecer.
Trabalho punk eu sempre fortaleço.
Mais que se foda! Não quero saber!
sábado, 28 de maio de 2011
Mãe terra parideira de zumbis.
Cova rasa. A carne dada aos vermes
cumpria já o seu mais nobre ofício
alimentando a terra e o seu vício
de acabar a cor de nossas dermes.
O fim do ciclo agora é o início
que cria novas veste para Hermes,
mais fraco ou mais forte que os germes
presentes no princípio precipício.
Verdade não faz sombra em alto cume
e seu poder faz com que o herói congele.
Por isso nossa carne é um estrume
sem força nem valor dum ser que vele
dizendo que a terra é o curtume
que aproveita mal a nossa pele.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Soneto de demasia.
Agora posso estar sendo um sátiro
que rí enquanto leva uma porrada
de um falso amigo. A disparada
soa tão forte quanto soa um tiro.
Já que sou um demônio da passada
verdade apresentada num papiro,
posso criar a "vera que eu miro"
e acabar com o pensar do nada.
O que criei terá um adereço
pois o expurgo soa como um grito.
Analisando a fundo o que mereço,
desesperado soltarei o atrito
que selecionará os que conheço
a um pensar enorme e infinito.
Laranja
Eu falo pra você chupar meu falo.
Tu falas que sou porco sexista,
embora penda mais pra anarquista
pois cuspo, grito, bato e não calo.
Fascista, militar e neo-nazista
tem tudo mesmo é que ir para o ralo.
O verdadeiro punk é um calo
nesta sociedade consumista.
Você se diz ser punk pra caralho
mais ao invés de sair para a luta,
vive como uma puta no serralho
mesclado com uma virgem que debuta:
Na frente da galera é um alho,
no entoque é uma rosa sem labuta.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Respeite os oito baixos de meu pai.
“Respeita os oito baixos do teu pai”
Luiz Gonzaga.
A música tocada neste fole
nenhum maestro poderá pautar
pois só quem guia o fole irá notar
o individualismo do controle.
Ainda neste blog irei postar
meu pai tocando para sua prole.
O instrumento puro sempre bole
o que não pode se comensurar.
Primeiro vi tí Silva soberano
guiada por um músico nervoso.
Pelo que conheci, se não me engano,
meu pai agia sempre pavoroso.
Liberto do clichê no escuro cano,
Papai agora é forte e sobre-humano.
Confissões de um otário
Teve uma vez que eu fiz um assalto
a mão armada por necessidade.
Não agi de má fé nem de maldade
e tudo correu bem pois fui incauto.
Vendia drogas por toda a cidade
e minha moto velha no asfalto,
fazia-me brilhar como o cobalto
que despreza metal que funde grade.
Palavra forte irá acontecer
quando ela for tecida numa roca
por uma aranha punk a me dizer
que esse oito baixos que Pai toca
antes da morte nos apodrecer
trará nosso buraco de minhoca.
Soneto anal
O cu mais que um órgão é uma loca
escura e, dependendo do sentido,
pode expulsar e pode ser metido:
Vomitar merda e engolir piroca.
Pequeno, cabeludo ou fedido.
Fodido na suíte ou na maloca.
Na contra-mão é que ele vira toca
e entoca quem quer ficar escondido.
Mantendo-se fechado ou aberto,
falar de cu é uma grande besteira.
De uma coisa sei que estou certo:
Quero comer uma mulher faceira
e parafrasear o “Rei Roberto”
te cavalgando uma noite inteira.
“Vou cavalgar por toda a noite
por esta estrada colorida...”
terça-feira, 24 de maio de 2011
Soneto a minha filhinha morta.
Vivi com a Loucura sete anos
em uma encruzilhada tão maldita
que minha filha morta pinta a fita
de “agora acabou” no fim dos canos.
Sofri com o demônio Megabita
que decompôs meus dentes nestes anos
vividos em infernos não-humanos.
A coisa decomposta me habita.
Por ser um infernal agora atento
a linha que eu sigo e sempre imito
guiada por um mártir de delito.
Mais leve que a pluma anti-atrito,
um sonho ruim conduz meu pensamento
ditando as palavras que vomito.
Seres reprimidos.
Que bom que vez ou outra se adentra
em nossas manchas negras a sagaz
mentalidade livre da antraz
doença que meu irmão alimenta.
Somente a forte flor será mordaz
ao matar Sensual que sempre enfrenta
a carne podre oferecida a benta
mulher que dá comida a Satanaz.
A base que nos serve de alento
não é a mesma da inspiração
que dita o que tens em pensamento.
Teu objeto é compaixão.
Tomara que alcances o intento
que proverá a tua perversão.
em nossas manchas negras a sagaz
mentalidade livre da antraz
doença que meu irmão alimenta.
Somente a forte flor será mordaz
ao matar Sensual que sempre enfrenta
a carne podre oferecida a benta
mulher que dá comida a Satanaz.
A base que nos serve de alento
não é a mesma da inspiração
que dita o que tens em pensamento.
Teu objeto é compaixão.
Tomara que alcances o intento
que proverá a tua perversão.
Arquétipos
Aranha,Urso,Cavalo e Vampiro
são imortais arquétipos viventes.
Sentimentais de forças tão latentes
que só serão descritas no papiro
de um poeta que possui vertentes
diretas como a força de um tiro.
Guiada pela força que eu miro
este quatrilho vindo das batentes
de nossa condição nos faz sabendo
que todas as delícias e sabores
nos guiará a um só minuendo.
Preso a essência livre dos valores,
documentadamente vou fazendo
eternizados estes condutores.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Malditos Punk's!!
Por ser livres de ditos repetidos
pelos besouros que andam nos canos
e possuir o que os seres humanos
conhecem do que nunca foram lidos,
Conheço carnes embaixo dos panos.
Eu crio por detestar esquecidos.
As vezes sou julgado por insanos
ignorantes não reconhecidos.
O Punk passa livre na lição
da condição de um ser desgraçado
mais preto e mais queimado que tição!
Nascido deste lixo, o castrado
irá fugir de sua condição
valorizando o que não é mostrado.
Soneto de fuga.
Aprendí através do sofrimento
que sofrerei um belo up-grade.
Serei capaz de entortar a grade
e mergulhar no mar do pensamento.
Irei fugir antes que o mundo acabe
seguindo pela via do tormento
isenta do espaço e do tempo
e percorrida pelo ser que sabe.
Amor e musa mortos na perdida
estrada fria e sobrenatural
de minha filha morta. Despedida
que deu-me o inferno abissal.
Eu brindo Morte enquanto mato Vida
que nega o pensamento universal.
Andarilho da estrada perdida.
Depois de surpreender Fatalidade
e aprender com Cronos uma parte,
ganhamos o portar do estandarte
paradoxal da Eternidade.
A nossa condição foi o descarte
jogado no esgoto da cidade
com Dª Escória, Punk e Liberdade.
Desterro ostracista made in Marte.
Quando Verdade não quer se vender,
Provecto despertará Dormêncio
revolucionando nosso conhecer.
Milhões de anos antes do estêncio
e da palavra fazer entender,
tivemos um ditado com Silêncio.
Soneto vicioso
Se eu possuo vícios de linguagens
é por que isso faz-se necessário.
Assim como a terra quer o bário,
os seres vivos querem sacanagens.
Os vícios ilustram as passagens
dos ciclos, assim como o calcário
veio de um sistema involuntário
que desde o primário dá mensagens.
Naturalmente é destribuida
os passes livres para os despertos
que são inscritos na reconhecida
“Ordem dos faceiros e espertos
humanos seguidores da perdida
razão da pré-história dada aos certos”
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Traços rudes.
Se nosso Zé-colméia é urso rude
que nunca pertenceu a essa laia
humana dos “asteca-nazi-maia”,
ele conduz poder que não ilude.
Se foi primata da primeira gaia
que logo após ser mar virou açude,
ele não deixa que a arte caia
nas garras do clichê, do amiúde.
No favo de fel tem um instrumento
capaz de unificar em uma parte
o desdobrar de nosso pensamento.
Feliz, receberei o meu encarte
tendo a moral de ter meu pensamento
eternizado pela sua arte.
Casa nova.
A minha casa é tão absurda
que as vezes duvido viver nela
embora me debruce em sua janela
no tempo em que a razão é surda.
Eu entro e saio pela sua porta
com toda a liberdade de quem cria
o dia quente e a noite fria
no cômodo feliz que me suporta.
A minha casa não está na terra.
Em barro, natureza e capim,
sou parte dela e ela é de mim
subindo o morro ou descendo a serra.
Tomei cuidado com a minha casa
ao descobrir que vivo dentro dela
pois, quando abri a porta e a janela,
ví o mundo lá fora em fogo e brasa.
O tempo que eu gasto lhe erguendo
é o melhor emprego que eu tenho.
Quando estou sisudo e franzo o cenho
quero falar: essa casa não vendo!
Soneto atentado
Atentamente vejo essa linha
que cose meu tecido secundário
guiada pelo aço mortuário
de uma agulha que sempre foi minha.
Sou eu que traço meu obituário
na física da fúnebre daninha
que todo dia morre na tardinha
da luz que se apaga em meu calvário.
Depois de ter a base massacrada
e ser podre sisudo, não me iludo:
Sou um equilibrista em disparada
na cumeeira deste muro mudo
eterno que divide o tudo e o nada.
Um ser servindo a Deus e ao Chifrudo.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Soneto de desgraça.
Entrei naquele corpo vivo e forte
guiado por um vento sudoeste
encarregado de levar a peste
as coisas escolhidas pela morte.
Azar é relativo: Tive sorte
de vestir a mortalha que te veste.
Fui o fardão de quem passou no teste
de suportar o que não dá suporte.
Missão: Exterminar toda essa gente
parida do pensar "neo-racional".
O pús que expelí ainda é quente
e faz com que o tudo cheire mal.
Despeço-me feliz e sorridente
por ter compartilhado o anormal.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Nuclear.
O homem atraido pela cobra
que arrastou-lhe pelo abismo acima,
sentiu-se como o neto que a avó mima
numa corrupção que se desdobra
e vara o tempo curto que nos sobra
em pensamentos que me abomina:
Será o tempo o deus que nos domina
em uma alegoria de manobra?
Será que a raposa te apanha?
Julgando-se a alma poderosa
você mergulha em tua própria entranha
buscando uma verdade mentirosa
que lhe fará viver de forma estranha
pois a ciência humana é perigosa.
Súplica.
Vade monstro mal da inconsequência!
Essa demência só me faz ruir
feita traça macabra a puir
os tecidos de minha existência.
Rato de metrópole
O rato escondeu-se em um canto
pensando o quanto lhe subestimavam.
Notou que as pessoas que o julgavam
queriam mais que ele o acalanto.
Aqueles seres sérios não amavam
e eram fomentados pelos prantos
das rezas desconexas dos santos
que limitavam e escravizavam.
O salvador falhou e o seu vício
alienou nossos antepassados.
Compreendendo este forte indício,
serás julgado pelos desalmados
que acalentarão o teu ofício
de roer condições de desgraçados.
Fugindo do caos.
Vou me desentender q'ua natureza
pra ela suspender o oxigênio
e acabar com todo o tungstênio
que alimenta o feio e a beleza.
Duzentas mil pessoas foram mortas
numa destruição tão agradável
que fez da morte um ser mais que amável
pois "Deus escreve certo em linhas tortas".
Eu não sou muito bom em matemática
mas entendí que nada é organizado:
Da terra ao céu, do cosmo ao estado,
o caos não deixa o tudo na estática!
Por isso peço ajuda diferente
e mais além do que se imagina:
Eu quero renascer numa vagina
de uma coisa que nunca foi gente.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Sopro quente.
Assim que eu soprar de forma quente
esta vontade quase extinta, faço
comprimir todo este pacote em maço
reinventando antes que eu invente.
Aquilo que te envolve como um laço
conduzirá teu corpo e tua mente
deixando para tí só um somente
ensaio de comédia e embaraço.
Eternamente sempre será dita
palavras que eu sempre compreendí
moldadas nesta forma tão maldita.
Me lembre o que eu te prometí:
Fazer valer minha palavra escrita
queimando tudo aquilo que escreví.
Pergunta de deus ao cão:
- Porque tú segues esta infinita escala?
- Tú queres ter o rítmo da bala e da lava
que verte do vulcão?
quinta-feira, 31 de março de 2011
expurgo
A esperança em sí é vã, tardia!
Por isso sou discipulo de Baco.
A vida aqui na terra está um saco!
Poeta cria coisas todo dia.
Se nossa evolução foi concebida
pelo mais puro jogo de interesses,
só resta esperarmos alguns meses
pra ter a nossa história destruida.
Assim caminha essa humanidade:
Milhares de besouros em um cano
que seguem retos num pensar humano
repetitivo de penalidade.
Por isso tanto expurgo na história
e tanta seleção na primazia:
O pensamento humano dá azia
a todos os despertos de memória.
A natureza está selecionando
de forma natural e razoável
a mesma atitude tão louvável
descrita nos escritos de comando.
sábado, 26 de março de 2011
Que tal...vamos mentir?
Ei! Que tal pararmos com essa hipocrisia remota?
Que tal assumirmos de vez nossas bocas tortas?
Assim falaremos:
-Mentimos!
Assim assumiremos nossos sonhos loucos e acabaremos com esses velhos moucos.
Que tal matarmos os tais deuses parasitas?
Que tal nos transformarmos em demônios megabitas?
Guerreiro, que tal lutar?
Que tal virarmos a mesa de jogo mesmo que isso signifique morrer no fogo?
Ei! Que tal pararmos com essa hipocrisia remota?
Que tal assumirmos de vez nossas bocas tortas?
Assim todos seremos expulsos do bar.
Tomaremos um porre de liberdade e falaremos:
-Mentimos de verdade!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Eternos ciclos.
De novo outro regresso e cá estou
para direciona-lo como um guia
que dá passagem para quem seguia
por um caminho que inda restou
na mente de quem sempre imaginou
que fuga é igual uma magia
igual a que transforma rã em gia
conforme a providência colocou.
Teleguiado em ti me elevei.
Agindo com frieza e desdém
mostrei-me a ti conforme me enervei.
Melhor que dar-te um couro na febem,
é dar-te aquilo que observei:
suprir intolerância pro teu bem.
Soneto hipócrita sobre a verdade.
Ninguém precisa ser cristão.Budistas
e judeus nos fazem mal..
Só temos que cessar o radical
que faze-nos sentirmos humanistas.
Qualquer bandeira faz-nos estadistas,
discípulos de deus e de baal
que nada sentirão. O fel e a cal
serão só elementos das conquistas.
Agora que o dia amanhece
e a chama continua bem acesa,
a Vera será dada a quem merece.
O chef arruma num instante a mesa
purificando o que só acontece
quando nos encaramos de surpresa
Soneto tísico.
Doença de macho é tuberculose
pois vem de antes duma pré- história
matando a elite e a escória
numa justiça crua de quem cose.
O mal do século foi uma neurose
que deu a todo mundo a memória
de que tuberculose e paranóia
completariam a tua necrose.
Hoje a modernidade nos enverga
e só não mata pois há um combate
entre o que ele sente e enxerga.
Assim como o vampiro se debate
em cultos manejados na posterga
do bem, a vida é um grande disparate.
Devaneios
A Musa que inspira meu pensar
e tem tanta influência em minha vida
é a mesma que deixou-me na perdida
estrada sem querer recompensar.
Agora que sei sobre o relativo
e sua influencia no presente,
aceito bem a perca de meu dente
assim como a luz que me deixa vivo.
Agora compreendo os sinais
e posso respeitar as condições
pois tive depois de muitas lições
o dom de passar todos os canais.
Agora sei que posso dizer alto
e em bom tom pra quem ignorar:
Todos buscamos nosso despertar
Com a vontade pura dum incauto.
Cheguei num tempo a me desesperar
ao ver a minha essencia ser o auto
que moveria o pensamento enxuto
de algo que viesse a macerar.
Agora aceito o tempo a acabar
o delicado, o médio e o bruto
pois esta vida só nos leva ao luto
assim como o ser sério é o mar..
Segundo ou terceiro ciclo.
Esquento as vezes como o tungstênio
pois eu nasci nas pedras de Queimadas
e sei que as palavras são me dadas
por um poder igual poder de gênio.
Assim que eu queimar os meus pedidos
no fogo da verdade e da vontade,
terei uma audiência na metade
de todos os achados e perdidos.
Tua vontade pura e suprimida,
todas verdades a tí sussurradas
serão supremações tão exaltadas
conforme o corte fundo em tua ferida.
É simples como vou te explicar:
Faça um pedido puro e sincero
rimado com decência e esmero
pois o que escreves logo irás queimar.
Pedido via fax chega logo
e, se o documento for bem forte,
terás atendimento antes da morte
pois cinza e combustão pertence ao fogo.
Farei a minha reza agora mesmo
com a vontade íntima da alma
que pede agora com a razão e calma
de quem já não quer mais vagar a esmo:
Almejo sair desta babilônia
com a integridade que entrei
.pois a corrupção foi dada ao rei
e aos subalternos de sua colônia.
Os rebelados e estranhos seres
que vagam sobre as margens destas linhas
irão provar a todo instante vinhas
banhadas sobre as fontes dos saberes.
Não gosto desta tal de “auto-ajudo”
até porque o nome é mentiroso.
Prefiro ouvir mamãe rezar:”’Qui coso
Carne quebrada,nervo rendido,osso desconjuntado”
Se cada um queimar o que criar
depois que escrever em qualquer plano,
a luz que você ver no fim do cano,
será a luz que vai alumiar..
A reza funciona como tal
Fundindo a vontade e o pedido.
Na fortaleza pura do medido,
o tempo irá pesar o bem e o mal.
Almejo sair desta babilônia
com a integridade que entrei
.pois a corrupção foi dada ao rei
e aos subalternos de sua colônia.
Os rebelados e estranhos seres
que vagam sobre as margens destas linhas
irão provar a todo instante vinhas
banhadas sobre as fontes dos saberes.
Não gosto desta tal de “auto-ajudo”
até porque o nome é mentiroso.
Prefiro ouvir mamãe rezar:”’Qui coso
Carne quebrada,nervo rendido,osso desconjuntado”
Se cada um queimar o que criar
depois que escrever em qualquer plano,
a luz que você ver no fim do cano,
será a luz que vai alumiar..
A reza funciona como tal
Fundindo a vontade e o pedido.
Na fortaleza pura do medido,
o tempo irá pesar o bem e o mal.
Conclusões em quartetos
As coisas mais incriveis acontecem
de uma decisão simplificada
pois atitude pura é sempre dada
pelas supremações que enaltecem
aqueles que desejam e merecem
as modificações que são de cada
espíritos que sobem as escadas
e fazem o que sempre comprometem
a morte que o coveiro sempre cava,
a vida que a parteira desenterra,
aquela esmola que sempre foi dada
as almas que em teu ouvido berra.
Eu imagino o amargar do fel
flutuando igual ao sentimento
que desumanizará esse intento
trazendo uma fortuna a nosso céu;
O que eu tenho e o que me ofereceu,
analisado sobre esse momento,
mostrou-se a babilônia em desalento
prostada entre o teu jugo e o meu.
Eu juro que a guerra é indolor
e necessária ao que te faz capaz
pensar sobre lambança e sobre paz.
Sabedoria um dia foi bolor.
Eu quero sair dessa condição
que foi-me imposta desde o nascimento
fazendo empacar meu crescimento
e indo contra minha evolução.
Eu reconheço sempre o momento
que irá despertar a nossa essência
com a suavidade e a cadência
que dá a todos nós o nascimento.
O meu desdobramento cerebral
não interfere em nada do que vivo.
Sabendo ser um ser alternativo,
tenho que aprender o racional.
‘
Não sou pelego e não posso ficar
estático na física da ilusão.
Sagaz, eu tive a minha inclusão
na condição do “vou glorificar”.
Eu sei que uso bem meu pensamento
além de conduzir minha palavra
pelos caminhos em que o bem lavra
a vera pura e leve como o vento.
Palavras sobre vento, tempo e intento.
Reconhecí assim que abiu-se a porta
em que eu adentrei sem hesitar
tendo poder para te conquistar
Pois Deus escreve certo em linha torta.
Eu venço essa distância que nos corta
Usando o que me faz te acatar:
Vontade forte que irá matar
Aquilo que enterra a carne morta
e a doença da malevolência,
Apesar de sofrer um grande corte,
eu tento alcançar benevolência;
Um alquimista atentando a sorte
Tentando entender tempo e ciência
Pois nunca senti algo assim tão forte .
Tempo pesssoal e livre
Tempo: saí de casa logo cedo
e pude ver num passado exemplar
o que eu pude ter e contlemplar
e isso, deu-me até certo medo
pois desvendar esse nosso segredo
não trouxe nada novo ou milenar
além da condição de acatar
o dedo em riste como meu placebo.
Eu hoje vendo isto refleti
Com a seriedade paulistana
Que vencem morros que eu nunca vi:
Amar é ter a força sobre-humana
agindo igual colméia ou bem-te-vi:
Gerando uma humanidade sana.
Soneto a fênix.
Observando sobre numerais
e sobre o que se diz seres humanos,
a física que rege nosso planos
só faz com que queremos sempre mais.
Vontade estaciona em nosso cais
querendo a tal libertas do tal Tanos.
Espero que passemos destes canos
assim como passaram os ancestrais.
Teus cômodos não são repartições
que refletem teu nome em singelos
caleidoscópios de concepções
que fazem teres falta de tutelos.
Caimos em nossas contradições,
Fugimos destes nossos pesadelos.
Fique atento!
A graça vive em casa de paixão
guiada belamente por artistas
que sabem conduzir o fogo em mistas
elevações trancadas num caixão.
Somente a verdade deixa pistas
perdidas em um céu ou num lixão
tragado pelo mar. Tem um peixão
sagaz que nada além de nossas vistas.
Dará continuidade a vida
andar descalço na condição rude
de uma estrada eterna e esquecida.
Levando em conta o tema e a virtude,
ano que vem será distribuida
a fonte da eterna juventude.
guiada belamente por artistas
que sabem conduzir o fogo em mistas
elevações trancadas num caixão.
Somente a verdade deixa pistas
perdidas em um céu ou num lixão
tragado pelo mar. Tem um peixão
sagaz que nada além de nossas vistas.
Dará continuidade a vida
andar descalço na condição rude
de uma estrada eterna e esquecida.
Levando em conta o tema e a virtude,
ano que vem será distribuida
a fonte da eterna juventude.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Kaziflotina de dozerundô.
Tua vontade verte dos gigantes
abobalhados pela nossa lua
que tem como papel vetar a crua
racionalidade de um antes
presenteado ao furo e a pua.
Agora já não ves aquele d'antes
demônio perturbado que te amua.
Terás um bom futuro de brilhantes
vertentes dada a seres elevados
que sabem entender o raciocínio
e diferenciar bons de malvados.
Assim como existe o santo e o símio,
existem seres vivos e finados
que lutam pelo nosso extermínio.
abobalhados pela nossa lua
que tem como papel vetar a crua
racionalidade de um antes
presenteado ao furo e a pua.
Agora já não ves aquele d'antes
demônio perturbado que te amua.
Terás um bom futuro de brilhantes
vertentes dada a seres elevados
que sabem entender o raciocínio
e diferenciar bons de malvados.
Assim como existe o santo e o símio,
existem seres vivos e finados
que lutam pelo nosso extermínio.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Uma nova vila no inferno.
Eu sei porque tú queimas neste inferno
e sinto sua nobre condição:
O fogo não te faz ser um tição:
Acende tua chama em brilho eterno.
Desdobra-te complexa emoção!
Retire de um Sátiro o terno
que cobre-lhe. Arraste-o ao inferno,
adentre a mais pura perdição!
Inferno é perceber ser bom não ser
um membro grato d'uma farça morta
que só a loba-fêmea pode ver.
Mate seu pai e abra essa porta
que fará tua madre perceber
que a patinha além de feia é torta.
e sinto sua nobre condição:
O fogo não te faz ser um tição:
Acende tua chama em brilho eterno.
Desdobra-te complexa emoção!
Retire de um Sátiro o terno
que cobre-lhe. Arraste-o ao inferno,
adentre a mais pura perdição!
Inferno é perceber ser bom não ser
um membro grato d'uma farça morta
que só a loba-fêmea pode ver.
Mate seu pai e abra essa porta
que fará tua madre perceber
que a patinha além de feia é torta.
O maravilhoso inferno de Perséfone.
Perséfone as vezes me acata
nas labaredas quentes do inferno
queimando minha tez e o meu terno.
Sempre que eu vou lá, ela me mata!
Não basta ter um pensamento eterno
refletido nos astros e na mata:
Teremos que viver a insensata
tortura que nos mata no inverno.
A fé está em becos sem saida?
Tomara que esta nuvem sempre paire
por sobre estas cabeças descabidas.
Não ajo como Nietzche ou Voltaire.
Eu venço as desventuras desta vida
embriagado como Baudelaire.
nas labaredas quentes do inferno
queimando minha tez e o meu terno.
Sempre que eu vou lá, ela me mata!
Não basta ter um pensamento eterno
refletido nos astros e na mata:
Teremos que viver a insensata
tortura que nos mata no inverno.
A fé está em becos sem saida?
Tomara que esta nuvem sempre paire
por sobre estas cabeças descabidas.
Não ajo como Nietzche ou Voltaire.
Eu venço as desventuras desta vida
embriagado como Baudelaire.
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