segunda-feira, 10 de junho de 2013

Vão se foder!


Não venham me falar de alienígenas
pois os dois gatos que vivem comigo
me avisaram que o inimigo
maior, são as imagens e as cenas.

Não venham me falar do “vale abrigo”
pois os dois velhos gatos de Atenas
falaram: _Inimigos são apenas
os joios separando-se do trigo.

Baratas, abelhas, mosquitos, cenho
franzido, boto cor de rosa, aço
líquido, porra que em meu saco detenho,

estriquinina, ranço e cigarro em maço
não me preocupa mais pois hoje tenho
dois gatos ocupando meu espaço.

Derviche.

Maravilhosos Derviches me cercam
encarregados de continuar
a trazer o eclipse ao luar
filmando tudo com a sua cam.

Quem gira é capaz de acuar
os estáticos que apenas ficam
preocupadinhos com os que pecam.
O rio em um mar, quer desaguar.

Na condição de um sábio demente,
reconhecí que a jóia mais rara
virou semente. Um dia foi gente

que percebeu a música que vara
o Derviche que gira eternamente
em um movimento que nunca para.

sábado, 8 de junho de 2013

Quatro


No verão negro, injetaram câncer
que deu ao outono branco, a demência
invernal...Amarela...Paciência
de ver melhor o vermelho tecer

a evolução de envelhecer
para recordar que a inocência
não tem o tesão que a adolescência
fará a maturidade crescer

sem reconhecer que o verão,
o outono, o frio inverno
e a primavera nada mais são

do que representações do inferno
perpetuadas em uma dimensão
em que o quatro é um ser eterno.

Cientista macumbeiro.


sentir a força sobrenatural
dos arquértipos vivos. Natureza
mostrará graciosa e com leveza
a um simples mortal esse plural

infinito da palavra beleza.
Isso não se expõe em um mural.
O individualismo é gutural
e despreza o popular. Que dureza

sofrer por eu provar que não é vossa
a pequena partícula inteira.
Não é preciso amassar a massa

para saber ciência verdadeira
dando devida valorização a nossa
Macumba-Vanguardista-Brasileira.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Roupa suja não se lava em casa.

Escove com violência! Tecido
livre de sujeira. Desgastada malha
sumirá sem o sujo qu'atrapalha
o "Historicamente conhecido"

O senhor do castelo sempre falha
pois se acomodou no perdido
pilar da velha casa. Tá fodido
por velha instituição que talha

na mente podre da alma perdida
essa imagem: "Escova que desgasta
a teia suja que não é vencida

nem limpa". Ela é suja. Não tem casta.
vive marginalmente. Está perdida.
Não se lava na maldita casa...Basta!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Abrir todas as jaulas.

Pequei! Ouvi a mesa me dizendo
animada:-Espaço ao seu redor
é corrente de sangue e de suor.
Jamais vibra! É carne apodrecendo

pretensiosamente. Sente a dor
humana e velhaca corrompendo
o tempo que está envelhecendo
a matemática. O mediador

antes de morrer, planta a bomba
que, ao explodir, cria a vertente
em que o interdito surge. Arromba

o portal detentor do insurgente
pagão que sempre vibra e sempre zomba
da vala que foi rio. Tem corrente...

Queimar todas as casas.

A casa gera lixo e não se move
por ser acomodada em pilares
de dementes idéias em seus lares
sem ter uma cova que coveiro cove.

A casa não conhecerá os mares.
Amor será um mar que chora e chove
em seu telhado falando que love
pode estar em todos os lugares.

Atentarei linguística: - Logo maz
aquela minha idéia que não ligo
enfim, influenciará satanaz

a seguir o caminho que eu sigo
sendo humano. O social me faz
detestar casa e amar abrigo.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Derradeira derrota.


Eu acredito que o escultor
em sua condição que só retalha
o espaço ao redor, faz a mortalha
de traças que destrói  seu próprio autor.

Vai reunir em uma densa malha
organizada, tacos de um rotor
que modelastes como um motor
no peito de um ser feito de palha.

Será pecaminoso o seu temer
pois seu coração irá bater fora
De sua alma incapaz de gemer.

Contrário ao que na sua mente aflora,
Os vermes que tu crias irão comer
Seu corpo vivo de dentro pra fora. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cai a máscara.


Os papéis mais ridículos da história
dados as mais miseráveis atrizes
infelizmente fincaram raízes
podres que influenciam a escória.

O alimento destas infelizes
é uma infeliz alegoria
do que talvez não seja a minoria
que alimentam estas meretrizes.

Miserável! Que papel ridículo
que tu fizestes! Tua tendência
é tão pobre, que tira do furúnculo

o pus que bebes para ter a sapiência
de que me classifico como chulo.
Um chulo livre de sua demência.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Maldito amor romântico!



Selvagem, come as carnes ideais
ao ocupar espaço e pensamento
da coisa que prende em um momento
o desdobrar liberto nos canais

purificadores dos bacanais
que presenteia o amor com tormento.
Bem feito! Romantismo pustulento
agoniza na terra quente. O cais

em que Macunaima fez a prece
estranha, criará um novo crente
forjado. Aranha sinistra tece

na sua malha, mortalha que sente
um amor morto que hoje merece
ser tratado de forma diferente. 

Subestímio morto

Abelhudo, zoei uma flor bela
que deu-me cheiro próprio e essência
livre da derrota da pestilência
e da criança morta ao lado dela.

Atemporalidade em aquarela
representava morta, a demência
preocupada com a existência
de um ser preso dentro de uma cela

amarelada que contém as dores
de um passado morto que devemos
enterrar com esses horrores

que acompanha-nos. Nós percebemos
que somos melhores que os piores
ao explodir a bomba que detemos.


sábado, 18 de maio de 2013

A arte da interferência.

Um pensamento sério começa
quando se mata três num só momento.
Cultura, pensar e comportamento
terá uma morte que lhes mereça.

Ao matar os três, medida e tempo
perderá a galga da sua peça
que movia obediência. Meça
agora, o despertar de um intento:

Se otimizar. Viver em qualquer
dimensão. Vibrar em frequência rara
livre do mal-me-quer, do bem-me-quer

e da porrada dada em uma cara
surrada e vivida que só quer
mover o movimento que não pára.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Antropologia mata culturas.


A rosa exposta na linguagem preta
dos preocupadinhos de vanguarda
foi criada pelo homem-guarda
que, além de guardar pau, guarda treta

que a farmácia joga na gameta
dos seres coloridos. A cor parda
vive isenta por não conter sarda
que valoriza a rosa da boceta

florada que se abre livremente
na primavera que Homem segura
na trinca insegura de seu dente

que jamais deterá a quinta sura
liberta de tudo o que se sente
ao perceber que a dura não dura.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Olhos de gato.


O gato nos supera! O seu ato
de ser um ser selvagem e nos dar
valor sem subestímio, irá sedar
nosso censor com seu sonho de gato

faceiro. Age mais veloz que jato
ao fazer um sonâmbulo lidar
com pensamentos a consolidar
exata idéia num contexto exato.

Que se foda tríade! Eu fui beber
o mais fino veneno e ví cascavel
rastejando. Mordido, fui saber

que sapiência imensurável
fará o indivíduo perceber
o toque que toca o intocável.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Zé Ninguém.


Não era uma montanha, era morro
sem pretensões. Ele se dividia
maravilhosamente bem. De dia
o sol iluminava tudo. Corro

do morro para uma saliência
que leva-me ao rio do esporro
e correnteza forte que...Socorro!
Arrastou-me na sua delinquência

e penetrou em mim, singelo sonho
contido em um pensar dividido
entre o que eu tiro e não ponho

naquilo que me parece perdido
na podridão de todo esse ranho
mofado, ultrapassado e esquecido.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sem ciso e sem juizo.


Amigo abrigo meu, eu atentado
por seres d'um distante coletivo
que querem-me igual um morto-vivo.
Independenciei o meu estado

de ser um catalizador ativo
de um ideal que não é contado
a qualquer abestado/amostrado
pois o homem não é pivô nem divo

das maldições ocultas que tú herdas
daqueles crentes que se julgam entes
e limpam com as suas limpas cerdas,

cadavéricos crânios sorridentes
representando suas nobres perdas
em seus sorrisos ósseos sem dentes.




terça-feira, 23 de abril de 2013

Idéia.


Que pena! Esses sinos que badalam
a música maldita e serena
que desperta da longa quarentena
de quarenta mil anos, nunca falam

que o inferno é apenas cena
pequena das peças que intercalam
as velhas formas que jamais abalam
os herdeiros do pássaro. Que pena

ver um estranho sendo o ministro
incapacitado e sem intento
de transpor seu irrisório distrito

para ver este mais novo elemento
se abrigar, revolto, no sinistro
lado de seu mais alto pensamento.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fui tangido!

Maldito sou! Sem nível social
capaz de encaixar-me no contexto
de terráqueo, eu sou um incesto
diabolicamente animal

que faz o filho meu dizer: "Não presto
para continuar sendo normal
sentindo esta força não carnal
nadar contra a corrente que detesto".

Idéia nova sempre desdobrou
a quinta Sura só para quem sente
o ver-se livre do lixo. Restou

um ser capaz de compor nossas mentes
com outros que são outros. Eu estou
me diluindo transcedentalmente.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Paixão não se come.


Pecado é sentir a paixão humana
te remetendo ao inferno de Dante
assim que desejas teu semelhante
imediatamente. Tua gana

gigantesca alimenta gigante
imaginário que hoje engana
com a megalomania que emana
de sua firme prepotência. "Cante

a musicalidade que embala
Natureza". Podremente rica
de musicalidade, a escala

pautou na cabeça de minha pica
dizeres para mim: "Paixão não se cala
pois não é biológica. É física!".

sexta-feira, 29 de março de 2013

Boceta aberta

Ver lua, marte, sol...Sentir-se jupiter
querendo destruir o natural
na sapiência de que o banal
explicitará o circulo mater.

Fazer pedido muito gutural
em uma via pública. O gliter
que a escuridão não vai deter
na madrugada, brilha em seu mural.

Na mesa em que fiquei, os nomes castros
giravam sobre uma cabeça morta
na rua de passagem. Deixou rastros

obeliscais. Ela não quer a porta
do mar mesquinho que derrota mastros.
Ela quer ter a faca que lhe corta.

Humanos assassinos de abelhas



Quando meu pé pisava o pé do morro
do alemão, aquele ser latente
composto de justiça e de gente
era meu professor.Me dava esporro

e ensinava-me como se mente
aos repressores de quem tanto corro
e extermino com o simples jorro
de pensamentos fortes. Nossa mente

é a revolução mais verdadeira.
Uma abelha pôde perceber
o indivíduo como a derradeira

inteligência que vai receber
da fonte da mais alta cumeeira
o néctar dos deuses. Vou beber?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Fora do contexto

Poder age aperreadamente
ao elevar ou devorar o homem
na tumba que não fecha. Eles somem
como marginais dejetos. Francamente!

Desmedidos poderes só consomem
digerem e expulsam do cú quente
a alma fria e morta que não sente
os dentes desta boca que nos comem.

Ao franzir cenho pro amor amigo
a falsa força me deixou perdido.
Sentí como é grande o perigo

de ser inferior. Homem parido
na marginal. Sem casa, procurei abrigo
as margens da tangente. Fui tangido.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sem água.

Assim que as bocetas se fecharam
e cessaram água doce a marte,
o homem-guerra do vermelho-morte
beijou as flores que desabrocharam

em um novo planeta que deu porte
aos mesmos falos que subestimaram
as portas do conhecer que abriram
as verdejantes cores do encarte

pintado em condições tão serenas
de equilibrio e felicidade
contidos nestas condições pequenas

daqueles que almejam a idade
do ser que paira no ar pois, a pena,
não tem nada a ver com caridade.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O morto

O morto caminha entre os despertos
carregando todas as demasias
que são levadas desde as primazias
pelos defuntos certos. De tão certos

que são os canos retos, tú fazias
o que o cano chama de acertos
entre humanos ditos por espertos.
Abelhas zunem. Tú, felino, mias?!?

O teu olhar eterno fêz-me ver
bezouros caminhando em um nano
canal reto que tem o perecer

do egocentro, pai do grande engano,
que fêz você morrer só por morrer
sem ver a luz que tá no fim do cano.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mulher-mar

No desolado mar, o marinheiro
tem a visão da mais linda sereia
que decompõe aquele que aperreia
montado num cavalo. Cavaleiro

conquistador da terra quente. Cheiro
forte! Homem-cavalo só anseia
ser a representação de uma peia
movida por devastação, dinheiro

e a vermelhidão dada a Marte
que, seco e sem a musa, vê a morte
encarnada. Estandarte que parte

em duas partes o azul da sorte
e o vermelho que tingiu a arte
do homem rude que não possui porte.

Homem ao mar!

As guerras que o homem grita e berra
faz recuar as ondas deste mar
imenso. Movimento a gerar
a força viva que jamais emperra.

Quem sobe alto cume sempre erra
ao pensar que se pode alcançar
o maior nível do maior pensar.
Malditos! O pensar não tá na terra

e nem em outras terras. Quando leve,
a flutuar, espaço desmedido,
será bolha de ar no mar que teve

inspiração. Eu tenho percebido
que o saber imenso se deteve
em um portal: O mar desconhecido.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mare Magnum

Reconhecer uma seriedade
diante o trabalho que praticas
é o mesmo que aceitar mágicas
mentirosas contendo lealdade.

Eleva-tes por não ter a maldade
humana que seleciona picas
eretas como pensamentos, dicas
e complementos. Singularidade

só se alcança quando se percebe
a multiplicidade das facetas
geradas no peito em que se bebe

o leite imaterial. As tetas
só alimentará o que recebe
a chave abridora das bocetas.

Gaviões Voam

Vedes o Passarinheiro:
Sua maldade é desproporcional
Pois ele não só prende um animal,
Atenta a liberdade por inteiro!

Dinheiro corta asa e compra casa.
Asa, casa,cada coisa diferente...
Asa roda mundo, casa é rente.
A asa é livre, a casa e fechada.

Então não prenda, deixe abrir as portas.
Pois portas abrem. Portas abrem portas
e se descobre, entre linguagens mortas
que Deus escreva certo em linhas tortas.

Corta essa amarra, vagabundo!
Trabalho é igual à hombridade.
Não queiras tu, prender a liberdade...
Melhor deixá-la solta pelo mundo.

E, já que o ciclo ta se acabando.
E tu disseste cair do teu ninho,
Nunca mais sufoque o passarinho.
Quem sabe, não és parte desse bando?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um abrigo

Se seu José não sobe a montanha
que detém o mais nobre pensamento,
montanha já montada num jumento
subirá seu José de forma estranha.

Será que José tendo passamento
consciente, verá sua entranha
ser invadida pelo cú que ganha
a mais alta montanha cú adentro?

O rio em um cume é o meio
que não mitura farinha que sigo.
Raiz de mandioca que anseio

jamais será o trigo do pão. Digo
que o trigo apazigua aperreio.
José já não quer casa. Quer abrigo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Levianta.

És humana? Pensais em sentimentos
que deixam seu ego delimitar
valores que irão fundamentar
a tríade que move o movimento?

Atemporal, trabalhas no invento
que compreende o tempo, o transportar
e gera o saber de suportar
a música da morte e do vento.

Liberta do abismo! Gere atrito
entre boceta rosa e caralho
preto. O homem: Ser maldito

arrastando pureza pro serralho!
Mulher expulsa do mar infinito
faz da paixão seu mais nobre trabalho.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cobra engolindo cobra.

Além...Ciência transmuta valores
do tratado que trata elementos
com doses de placebo e unguentos.
Reagentes transubstanciadores

são elementais livres. Pensamentos
que dão aos alquimistas os odores
necessários para que seus inventos
deem ao chumbo seus nobres valores.

Fundir elementar sem deixar sobra
do símbolo do ciclo que já mora
no próprio rabo. Pestilenta cobra

que une começar com voum'embora.
Será que eu devoro essa obra,
ou essa obra é que me devora?





sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Amor, farsa e tragédia.

Menina aconselhando um demônio
a dar razão a todo o sentimento
que vem de fora e penetra dentro
do grande ideal. O patrimônio

do amor humano é violento
e trágico. Um grande pandemônio
guiado pela droga do hormônio
que planta nesta terra, o pestilento

corruptor. O tempo já emana
cheiros da morte viva na comédia
da fêmea forte que jamais engana

seu macho rude. Vai raiar o dia!
Amor livre da condição humana
medida pela farsa e a tragédia.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pecado original

Eu vejo falos presos em momentos
que representam mães que alimentam
o crescimento. Os que sentem, sentam
e os que sabem, geram movimentos.

Orquídeas são bocetas que fomentam
vontades justas. Despertos atentos
independente da rosa dos ventos
compreendem a fêmea que atentam.

Venuzianas latentes num mar
inexplorado. Homem tem destino
escroto. Mais escroto que chamar

seu complemento com badalo e sino,
é ser um incapaz de não amar
o símbolo sagrado feminino.

Envelhecer.

Sentir invern'entrando minha venta.
Seu forte cheiro frio vent'entrando.
Negando ar e me anunciando
a multiplicação de meu quarenta.

Abre-te Cézamo é tempo roubando
com quarenta ladrões. Alí atenta
o multiplo que vai além de oitenta:
Inverno a primavera regressando.

Embola-bosta vira escaravelho
descobrindo que Despertar espera
da espiga do milho o pentelho

ter um sorriso largo de um Tera,
franzindo o velho cenho no espelho
ao perceber a ruga mais sincera.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O heterodonte

tro

Tempo complexo, Deus anexo
em despertares tênues dos seres
que querem hoje esses quereres
vulgares intrínsecos nos sexo.

Quem vive no abismo dos poderes
pendem. Quando pendem querem nexo
nesse desleixo: Côncavo/convexo
que faz tremer o cosmo e o alferes.

Se no escuro eu acendo vela
equilibrada no meu candelabro
obeliscal que tua brecha mela

acabarei com o termo macabro
trocando caixa de pandora pela
boceta...bocetinha que eu abro
.

Ego feminino.



Capataz incapaz foi subestimar
o fogo qu'alimenta nobre causa.
Capaz, vejo que forte fêmea usa
aquilo tudo desse eterno mar.

Imensidão que tua mente abusa
ao costurar retalhos de amar
dos sonhos teus. Podes inanimar
o vivo. Esse vivo te acusa,

te prosta e te derrete. Viva, vias
o outro lado da carne quebrada
que no sofrer lhe mostrou que devias

observar que quando fraquejada
irias ter aquilo que previas:
Ceder o seu amor pra ser amada.

Na cumeeira.



Sentir o movimento da estrela
liberto a caminhar no firmamento
contendo eterno amor em um momento
que tenho só pra mim, a flor mais bela.

Amar-te dessa forma tão singela
alimenta o pensar que eu fomento:
Bailar equilibrado: Pena em vento
quente que queima e frio que congela.

Percebí na razão de um ateu
que coisas simples equilibram. Juro
que sentí as dores de Prometeu!

Porém mais forte derrubei meu muro
assim que recebí num beijo teu
preciosos cristais de amor puro.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Reflexo da sombra.


A tu’imagem exposta nu’spelho.
O sol de luz que mostra sua sombra
de mulher desdobrada na penumbra
do ceifador sinistro. Impecilho

assolador daquilo que assombra
os que não compreendem que o milho
da mesm’espiga após o debulho
carregará ná alma, o pentelho.

A morte se explica em forte vento
que, violentameente e sem nexo
culminará em  sexo violento.

Arcano obscuro e convexo
está a me mostrar comportamento
de quem perdeu a sombra e o reflexo.



Sagrado feminino.


Completo ao lado teu. Cômodo fico
no aposento dessa nobre casa
colméia de abelha uno. N.A.S.A
Jamais explicará cômodo rico.

O big bang numa cova rasa
não subestima do amor o pico:
Sistro que afasta o maléfico
delito quente. Terra extravasa

a lava de vulcão que torra o couro
do macho rude que é um menino
vivendo nas touradas feito touro

por não compreender que o divino
é mal agouro que conduz o ouro
contido no sagrado feminino.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Arcano precioso.



Latejou quente a flor carnal pulsante!
Cedeu-me seu odor na madrugada
das almas perdidas. Desceu a escada
que leva-nos ao inferno de Dante.

Atemporalidade segue avante
maltratando o corpo da coitada
com um intenso canto em disparada
fazendo com que a Lua a alma encante

seus puros obscuros pensamentos
libertos da justiça. Os delitos
desse seu ego serão os tormentos

capazes de gerar grandes atritos
de devastantes ondas, mortais ventos
contidos nessa flor de mudos gritos.